Depois de aproximadamente 30 anos o sertanejo nordestino volta a sofrer com a seca implacável. Tragédias e catástrofes não ocorrem apenas por causa das intempéries do tempo. Na Bahia 215 municípios vivem a maior estiagem de todos os tempos. Quando se deu recentemente no Sul e Sudeste do país a maior das cheias, por conta das chuvas excessivas, promoveu-se uma campanha nacional de solidariedade. Doações foram entregues, verbas do governo federal foram destinadas a combater a miséria que se abateu sobre aquela população. Hoje, a população nordestina lamenta a perda de toda a sua produção, convive com a morte do gado, a falta d´água constante já não permite que a vida siga adiante. Leia mais…
Ninguém empresta dinheiro a pobre
Quando ouviu no rádio de pilha (R$ 10 no Relógio de São Pedro, sem as pilhas) a informação de que o governo mandara o Banco Central e o Copom baixarem a taxa Selic para 9 por cento ao ano, não entendeu bulhufas mas pensou rápido que se baixou era bom para a pobreza. O governo não iria fazer nada que prejudicasse o povo, refletiu. Já no aparelho de TV de dez polegadas (R$ 80 no Mercado do Ouro, sem pilhas, mas com alimentador) se inteirou que os bancos oficiais estavam baixando os juros dos empréstimos e qualquer um poderia agora pedir dinheiro mais barato.
Vá se Full HD!
Ele estava prestes a fazer uma arrumação no quarto quando tropeçou e caiu de boca no urinol que o avô havia deixado em seu quarto. Velho esclerosado, mas uma simpatia e ele jamais deixaria o pobre homem em algum asilo da cidade, ainda mais que não tinha dinheiro para pagar particular. E, aquele senhor de ralos cabelos fora quem o ensinara a ler e escrever; a pescar no dique e a soltar balão. O penico estava vazio. Só ficou no rosto um pequeno ganhado na beira de ágata. O telefone tocou e era uma vendedora de plano de saúde e não havia jeito de se livrar dela. Ligou o computador e já caiu no Facebook, coisa que por certo seu filho tinha deixado no ponto e por curiosidade começou a interagir. Uns perguntavam uq ele etva fzdo. Leia mais…
Senhor, não posso fazer nada!
São tantas as emoções ao sair por aí, principalmente se o indigitado é um idoso ou se depende do SUS e pior, se tiver de pegar buzu. O cidadão está cada vez mais lascado e lenhado. É muita falta de estrutura e educação. Os motoristas não respeitam as faixas de segurança em nenhum lugar do Brasil. Aliás, se as administrações publicadas ligadas ao setor de trânsito das cidades quisessem faturar uma boa grana, bastaria colocar câmeras nas proximidades das faixas de pedestres e anotar as placas de quem não tem respeito pelos transeuntes. Embora o povo também insista em atravessar a rua onde não deve. E olha que os cães vadios de hoje em dia já trazem no gene ou num canto qualquer do cérebro a informação do perigo que representa o trânsito e desde pequeno correm dos automóveis como se vissem um tsunami. Somente cachorro suburbano ainda vai atrás de querer morder pneu.
Argentinos, taxistas e pôneis malditos
Quando a senhora idosa gritou: “Taxista filho da porra” foi que me dei conta que o motorista era mesmo um desajustado dos miolos. Mas estava tarde para pedir que pisasse no freio. Eu devia ter desistido da corrida quando ele ia passando pelo outro lado da rua e fiz sinal para que voltasse. O homem trabalhava com os vidros fechados e o ar ligado. Na chegada já estava com os vidros abaixados e o ar-condicionado desligado. Entrei com duas crianças mais ou menos grandes, mas que não dava para saber a idade certa. Pedi para que ligasse,”por favor,” o ar, pois o calor estava insuportável ao sol do meio dia no engarrafamento da Paralela. Ele me respondeu que o ar era para seu consumo e bem estar, que se eu quisesse este tipo de conforto teria de pagar 20 por cento a mais no valor final da corrida, o que para o aeroporto significava mais 16 reais.




