19 de dezembro de 2011

Fernando de Noronha tem praia mantida em ‘segredo’ por moradores

Enseada da Caieira é praia 'vip' para quem mora em Fernando de Noronha (Foto: Divulgação / Administração da Ilha)

Era uma vez um vulcão, e, do fogo, nasceu um arquipélago frequentemente comparado ao paraíso por turistas que chegam ali. Fernando de Noronha é o fruto de um vulcão “adormecido”. Segundo os pesquisadores, a última erupção aconteceu há um milhão e meio de anos, e o lugar que retrata toda a história geológica do arquipélago é quase um segredo dos habitantes dali: a Praia da Caieira.

Nem de longe esta é uma das praias badaladas de Noronha – e diz-se que há até um pacto entre os moradores para não divulgar muito o local, deixá-lo como uma ‘área vip’ dos nativos. Procurada por poucas pessoas e fora dos roteiros turísticos, a enseada tem restrições ambientais e faz parte do Parque Nacional Marinho.

O arquipélago de Fernando de Noronha fica a 545 quilômetros do Recife e pertence, administrativamente, a Pernambuco. A praia da Caieira é situada no chamado “mar de fora”, área voltada para a África. Para visitar as diversas piscinas naturais, é preciso estar acompanhado por um guia credenciado (é fácil encontrar um na ilha, basta pedir informações no hotel), e o que pouca gente sabe é que vale muito a pena seguir as orientações e conhecer o local.

Vulcanismo e piscinas naturais
Na Caieira, é possível ver traços do vulcanismo noronhense. É o resultado da explosão a uma temperatura superior a 700 graus, similar a erupção do Vesúvio, que destruiu a cidade de Pompéia, no antigo Império Romano. As lavas se transformaram em diques, o rastro do rio de fogo que correu por ali. Amontoados de cinza em formato de cone também são visíveis por lá.

E a paisagem muda, conforme a época do ano. Atualmente, a praia está coberta por uma camada de seixos negros. A partir de janeiro, o mar traz a areia, encobrindo as pedras escuras. A areia da praia e da duna que cerca a Caieira é sedimentar, formada por restos de animais e conchas.

Algumas rochas são ocas e possibilitam a formação de esguichos, uma jato de água que surge por força da pressão da maré. “O fenômeno produz um barulho encantador, é como se a terra respirasse e tremesse. É a natureza viva, literalmente”, diz Leonardo Veras, pesquisador especialista em tubarão limão, que mora próximo à Praia da Caieira e tem as piscinas como laboratório a céu aberto.

Lá, o que se vê é uma diversidade de peixes: sargentinhos, mariquitas, piraúnas e também camarões-palhaço, moréias, aratus, corais e tubarões da espécie limão. Os filhotes de tubarão podem ser vistos com relativa facilidade no período de novembro a fevereiro, época de reprodução da espécie. A Caieira é um berçário para esses tubarõezinhos, que fazem nas piscinas as primeiras refeições.

Nas luas cheia e nova, quando a amplitude da maré supera os dois metros, ocorre um fato curioso. Alguns peixes encalham na maré seca e são cozidos pelo sol. E são justo esses peixes que viram alimento dos tubarões recém-nascidos. “É uma coisa fantástica. A morte para uns representa a vida para outros”, diz Veras.

Buraco da Raquel
Nas proximidades da enseada da Caieira, é possível ver também o Buraco da Raquel. Diz a lenda que Raquel era filha de um comandante militar que se refugiava no local durantes as crises de depressão. Mas há controvérsias: outra versão, mais picante, conta que Raquel, de fato, procurava o lugar – mas não por doença, e sim para encontros amorosos. Com sexo ou não, ela deu o nome a um pedacinho de Noronha que merece ser visitado. A região conta com uma série de piscinas naturais, mas o banho é proibido. A medida foi tomada porque na área é registrada a reprodução de diversas espécies, como as lagostas. A paisagem tem ainda uma rocha, em formato de portal, que pode ser contemplada do alto.

Ilha das lendas
A lenda da Raquel não é a única de Fernando de Noronha. Ao longo dos anos, as histórias foram passando de geração em geração, ganhando novos detalhes, conforme o imaginário popular. E a lenda mais famosa é a dos gigantes.

Conta a história que num passado para lá de distante, quem sabe na era dos vulcões ativos, dois gigantes viveram um romance proibido. Por castigo dos deuses, o órgão genital dele e os seios dela foram petrificados. Hoje, eles seriam o Morro do Pico e o Morro Dois Irmãos. A historiadora Marieta Borges conta essa e muitas outras histórias no livro “Lendas e fatos pitorescos de Fernando de Noronha”, vendido na ilha.

Praias ‘obrigatórias’

Em Fernando de Noronha, é possível encontrar roteiros alternativos, visitando praias fora dos pacotes tradicionais, como a Caieira, mas não dá para deixar a ilha sem mergulhar nas praias mais famosas, como Sancho, Baía dos Porcos e Leão, pois não é à toa que elas ganharam fama.

A Baía do Sancho, por exemplo, sempre é escolhida por especialistas como uma das praias mais bonitas do Brasil e está entre as “mais-mais” do mundo. A trilha de acesso, via Baía dos Porcos, está interditada há anos. Para chegar ao Sancho é preciso ir de barco ou encarar a descida de uma escadaria encravada num paredão de pedras de 30 metros de altura. A recompensa é um banho de mar em águas claras recheadas de peixes multicoloridos, tartarugas e até uma moreia “residente”. Nos anos de inverno intenso, o trecho de mata existente no local abre espaço para uma cachoeira. É um presente para poucos eleitos, porque, nos períodos de estiagem, o Sancho pode ficar até cinco anos sem o véu de água doce rolando nas pedras.

Pequena, a Baía dos Porcos poderia ser cenário de filme de James Bond. Com água cristalina verde esmeralda, essa praia desvenda um dos ângulos mais bonitos do Morro Dois Irmãos. A fauna marinha é diversa e o local também abriga piscinas naturais. A apneia – mergulho sem equipamentos – é um dos principais destaques.

Com uma faixa de areia extensa, a Praia do Leão é o ponto principal de desova de tartarugas marinhas. Por conta disso, a visita noturna é proibida, mas é durante o dia que o turista vai desfrutar do local da melhor maneira. O mergulho é a oportunidade para contemplar os peixes e, com sorte, também as tartarugas. Na Praia do Leão, também é possível ver os esguichos que fazem a fama da Caieira, onde toda essa história está registrada nas pedras.

Compras
Quem visita Fernando de Noronha não deve levar nada do arquipélago ao ir embora. Como a ilha é um santuário ecológico, não dá para colocar na bagagem areia, pedras, conchas e água da praia. Para quem quer guardar mais do que saudade do arquipélago, é só dar uma olhada no comércio local, que tem várias lembrancinhas à disposição.

Com variedade e preços em conta, a Loja da Mãezinha, na Vila dos Remédios, é uma espécie de loja de conveniência e vende “de um tudo”, de artesanato, passando pela perfumaria, presentes e até ferramentas, como alicate e chave de fenda. Se o visitante esquecer ou perder a câmera fotográfica, por exemplo, pode comprar um equipamento novo na ‘Mãezinha’, como é chamada pelos moradores. Em Noronha não existem lojas de eletroeletrônicos, então esta pode ser a salvação.

O forte da Loja da Mãezinha são as camisetas com ilustrações de Fernando de Noronha. O produto custa entre R$ 12,00 e R$ 20,00. As camisas com desenhos e fotos de mergulho estão entre as mais procuradas. Os bichinhos de pelúcia, como golfinhos e tartarugas, são os preferidos da garotada, a preços que vão de R$ 40,00 a R$ 70,00.

Se o turista quer provar que esteve na terra, ou nas águas, dos tubarões, deve procurar a loja do Museu dos Tubarões, no Porto de Santo Antônio. O local oferece mais de duas mil opções de produtos, com preços que variam de R$ 0,50 (a fitinha de Noronha, no mesmo estilo fita Senhor do Bonfim da Bahia) a R$ 975,00 (pingente com dente de tubarão, ouro branco, prata e turmalina).

Outro point para as compras é a loja do Centro de Visitantes do Projeto Tamar. Parte da renda arrecadada no local vai para as pesquisas e preservação das tartarugas marinas. A loja é na Vila do Boldró, ao lado do auditório do projeto, onde são realizadas palestras diárias e serve como ponto de encontro de turistas. As camisas são as mais procuradas, custando de R$ 22,00 a 91,00. A campeã de vendas é a camiseta que registra o número de tartarugas salvas pelo Tamar (atualmente 11 milhões), que custa R$ 41,00.

Quase todas as camisas comercializadas são produzidas pelas mulheres de pescadores das proximidades das bases do projeto, em Sergipe e no Espirito Santo. O Tamar também conta com artesanato confeccionado por bordadeiras do Ceará. “Esta é uma forma de valorizar a sustentabilidade ambiental, por isso o Tamar apoia esses grupos”, informa Rafael Robles, coordenador do projeto em Noronha.

Informações: G1

Arquivado em Dicas de Viagem por Redação, às 7:53

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Convivências

Redação

Chris Suedde

O papo é sério, não há como negar, vivemos em grupo. Todos fazemos parte de alguns deles. Vamos, assim, recebendo influências de alguns de nossos pares, e influenciando também. Tenho um amigo chamado Franco, tem 85 anos, saúde em dia, campeão de natação e um papo muitíssimo agradável. Ele atua como exemplo pra nossa família. Sempre que precisamos lembrar alguém a quem seguir os passos, logo sabemos: Franco em primeiro lugar. Porque é quem nos aponta que cumprir aquelas sugestões de vida saudável vale a pena de verdade. Pena que muitas vezes admitimos o que não é tão positivo assim. Eugenio Mussak diz:  “O problema é que ninguém, ninguém mesmo, tem a personalidade tão estruturada a ponto de só aceitar influências positivas, sendo refratário àquilo que não convém, que faz sofrer, que prejudica.” Aí é onde metemos os pés pelas mãos e quando se vê: problemas. E Mussak continua na linha `pra frente é que se anda` ou `vivendo e aprendendo´: “Leva tempo, depende de certa dose de sabedoria para viver livre da tirania do outro. Saber o que é bom para si mesmo e ser fiel a seus valores e desejos requer uma dose de maturidade que demanda tempo, estudo, exemplo, lucidez, amorosidade.”

O certo é que a interação com o outro é a principal fonte de percepção de nós mesmos e de tudo o que nos cerca. É algo tão rico que nos faz conhecer o respeito e a possibilidade de semear a verdade, através do diálogo, algo bem além do que há nas aparências. E aí o que mais me completa para entender essa árvore de relacionamentos é quando leio o que diz Antoine de Saint-Exupéry: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”

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    - Karla Isabela

    - Wilson Segal

    - Tonho Baixinho

    - Elba Ramalho

    Eles vão arrastar muita gente. A cantora Amelinha também seria uma boa sugestão com suas belíssimas musicas de carnaval.  Esperamos que a diretoria do bloco estudasse com simpatia as nossas sugestões.

    Obrigado.

    Paulo Roberto

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