14 de dezembro de 2011

Morro de São Paulo/BA tem tirolesa e praias (quase) desertas

Quarta Praia, em Morro de São Paulo; vila, que fica no Estado da Bahia, tem visuais paradisíacos e quase isolados - Foto: Marina Gurgel/Folhapress

Um pequeno morro verde se destaca no horizonte cercado de água.

A elevação dá nome a Morro de São Paulo, vila localizada na ilha de Tinharé, a 308 quilômetros de Salvador.

Descoberto por um português em 1531, o local era um ponto estratégico para a navegação e escoamento de produtos para a Salvador. Mas foi só quando foi encontrada pelos hippies, nos anos 1960, que a ilha de 452 mil m² começou a se popularizar.

O motivo é fácil de entender: diferentemente de muitos destinos descobertos por “bichos-grilos”, chegar a Morro de São Paulo não é simples, o que impede que as praias fiquem lotadas com quiosques e grandes resorts.

É claro que não estamos falando de praias completamente desertas, mas, lá, nem as praias mais cheias têm o horizonte coberto por cadeiras, e os ouvidos não são tomados por música alta.

A vila de Morro de São Paulo é dividida em cinco praias. Com exceção da quinta, que recebe o nome de praia do Encanto, nenhuma tem nome. A caminhada entre a primeira e a última dura cerca de uma hora e meia. Também é possível fazer o mesmo caminho de charrete por R$ 20. Aqueles hospedados nos hotéis mais distantes podem ir até lá pela estrada de terra em um carro 4×4.

A primeira e a segunda praias são perfeitas para aqueles que não gostam apenas do “dolce far niente”. É possível descer uma das encostas de tirolesa, visitar monumentos históricos, comer em restaurantes e sentar-se em quiosques à beira-mar.

Ainda assim, é possível relaxar. Os quiosques não ocupam toda a faixa de areia, e aqueles que não gostam de axé podem ouvir MPB.

Surfistas também ficam felizes de saber que as ondas, apesar de não serem gigante, são constantes na segunda praia, um dos únicos pontos onde a maré não sofre grandes variações. É possível dar um mergulho sem andar quilômetros até que a água chegue aos tornozelos.

ESPELHO-D’ÁGUA

Aqueles que querem saber de tranquilidade devem caminhar um pouco. A terceira praia é mais calma, mas ainda não é deserta, com um hotel bom para levar crianças.

É na quarta e na quinta praias que é possível entender o amor dos hippies pelo local. Quando a maré está baixa, a longa faixa de areia vira um espelho-d’água que reflete o céu. No caminho, pequenas piscinas naturais formadas por corais se aproximam bastante de árvores de mangue. Nesse período, que varia conforme as fases da lua, os barcos e canoas ficam encalhados temporariamente e formam um cenário um tanto curioso.

Já quando a maré sobe, o que pode acontecer no meio do dia, a mudança é brusca e deixa algumas áreas intransitáveis. Na a lua cheia, a variação pode chegar a 500 m.

Quando a lua é minguante, a variação é mínima, num período chamado pelos pescadores locais de maré morta. É imprescindível ficar de olho na maré para fazer uma caminhada na praia.

Por falar em lua cheia, se estiver hospedado em uma dessas praias, aproveite para, depois de jantar, vê-la nascer na praia. Com a seca da maré, a areia do fundo do mar fica exposta e ganha uma cor prateada, oferecendo uma espécie de caminhada em solo lunar (só que sem o problema da gravidade zero).

Informações: Folha de São Paulo

Arquivado em Dicas de Viagem por Redação, às 17:05

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Redação

Chris Suedde

O papo é sério, não há como negar, vivemos em grupo. Todos fazemos parte de alguns deles. Vamos, assim, recebendo influências de alguns de nossos pares, e influenciando também. Tenho um amigo chamado Franco, tem 85 anos, saúde em dia, campeão de natação e um papo muitíssimo agradável. Ele atua como exemplo pra nossa família. Sempre que precisamos lembrar alguém a quem seguir os passos, logo sabemos: Franco em primeiro lugar. Porque é quem nos aponta que cumprir aquelas sugestões de vida saudável vale a pena de verdade. Pena que muitas vezes admitimos o que não é tão positivo assim. Eugenio Mussak diz:  “O problema é que ninguém, ninguém mesmo, tem a personalidade tão estruturada a ponto de só aceitar influências positivas, sendo refratário àquilo que não convém, que faz sofrer, que prejudica.” Aí é onde metemos os pés pelas mãos e quando se vê: problemas. E Mussak continua na linha `pra frente é que se anda` ou `vivendo e aprendendo´: “Leva tempo, depende de certa dose de sabedoria para viver livre da tirania do outro. Saber o que é bom para si mesmo e ser fiel a seus valores e desejos requer uma dose de maturidade que demanda tempo, estudo, exemplo, lucidez, amorosidade.”

O certo é que a interação com o outro é a principal fonte de percepção de nós mesmos e de tudo o que nos cerca. É algo tão rico que nos faz conhecer o respeito e a possibilidade de semear a verdade, através do diálogo, algo bem além do que há nas aparências. E aí o que mais me completa para entender essa árvore de relacionamentos é quando leio o que diz Antoine de Saint-Exupéry: “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”

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    Obrigado.

    Paulo Roberto

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