A formação das coroas é resultado de processos naturais e artificiais, conforme explica o Diretor de Recursos Hídricos da SEMAR, Milcíades Gadelha. As variações da vazão do rio, a queda de altitude e ações humanas que culminam no desmatamento, erosão e nos desbarrancamentos também influenciam a formação desses grandes bancos de areia.
Os pontos do rio que apresentam maior número de coroas estão nas cidades de Teresina, Floriano, Amarante e Parnarama(MA). Em alguns pontos, a situação é tão crítica, que a profundidade do rio chega apenas a 0,5 m.Milcíades explica que a existência das coroas é algo inerente ao ciclo hidrológico, e que portanto, desde que o rio existe são uma constante.
Contudo, não é só no aspecto visual que a formação das coroas provoca alterações. A aposentada Júlia Pinheiro, desde o ano de 1975, todos os anos monta um bar em coroas do Rio Parnaíba. Assim, tendo as formações de areia como uma alternativa de fonte de renda.
Dona Júlia mora na cidade de Timon e sempre nos meses de junho ou julho, de acordo com as variações de tempo, começa a montar a estrutura, que fica, no máximo até o dia 03 de novembro.
A empreendedora conta que esse ano as vendas estão fracas. Mas, que em anos anteriores conseguia lucrar dois salários por mês. “São muitos gastos. Antes, a gente contava quantas mil pessoas passavam por aqui. Hoje, não chega a cinqüenta pessoas.”
A aposentada garante que o bar é uma opção boa e barata de lazer. Os preços das comidas ofertadas variam de R$5 a R$25. “Tem sarapatel, panelada, carne de sol, peixe.Tudo que o freguês pedir, a gente faz.”
Outro empreendedor que lucra com as coroas é o senhor Sebastião Vasconcelos, proprietário de duas chalanas que fazem o transporte de passageiros de uma margem à outra do rio. Seu Sebastião conta que o aumento é do lucro é de aproximadamente 10% nesse período do ano em que as coroas servem de via alternativa de diversão. “Vem turista, gente de todo o lugar.” Afirma o senhor, que faz, em média, 50 viagens por dia de Teresina a Timon, pelo custo de R$2, ida e volta.
Milcíades Gadelha pontua que medidas mitigadoras, como o plantio de árvores nas margens dos rios, poderiam mudar a situação do Rio Parnaíba. Entretanto, o diretor de recursos hídricos afirma que a conscientização das pessoas já melhorou bastante e que pode ser uma grande fonte de mudança para tal situação. O diretor ressalta ainda que uma boa alternativa para a “saúde” do Rio Parnaíba seria a criação do Parque das Nascentes.
Fonte: http://www.sistemaodia.com/





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