Pintor pernambucano Fernando Areias mantém uma mostra fixa no Aeroporto Internacional dos Guararapes 03/15/11

Divulgação

Aeroportos são lugares, muitas vezes, com atmosfera melancólica, alimentada pela apreensão da partida ou do retorno. As horas de espera “sem ter nada o que fazer”, no entanto, podem revelar certas surpresas bastante agradáveis. No Aeroporto Internacional dos Guararapes, em uma sala localizada no segundo andar, próxima à praça de alimentação, o visitante tem a chance de conferir o colorido trabalho do pintor pernambucano Fernando Areias.

“O Aeroporto é um lugar ótimo para expor – são várias pessoas passando diariamente, vindas dos mais diversos lugares”, afirma Fernando Areias. De segunda a sexta, o artista gosta de ir ao espaço e observar a reação das pessoas ao seu trabalho. “O carinho e o reconhecimento que as pessoas me dão quando descobrem que eu sou o artista é muito recompensante, faz você voltar pra casa e se sentir feliz com o que faz”, completa.

Nos seus quadros, ele gosta de retratar pássaros, paisagens, rostos (com muitas co­res), mas sempre sob um viés que não fica na simples mimesis do real. “Não me fecho em uma corrente específica da pintura, mas tenho muita influência do expressionismo alemão. Gosto muito da ideia de retratar o que vejo na alma das pessoas”, afirma o pintor.

A paixão pela pintura é o grande motivador de sua carreira. O artista, que por um período teve que abdicar da sua arte enquanto profissão, hoje se dedica inteiramente às suas obras. “Trabalho todo dia, das 8h às 18h. É como qualquer outro trabalho, tem que haver disciplina, dedicação”, diz. “Muitas vezes, o artista não tem espaço, por isso tem que se dedicar ainda mais à sua arte para que ela seja vista”, completa.

Na sua longeva carreira, Fernando acumula alguns fatos marcantes. Uma história que não esquece aconteceu em Washington, nos EUA. Nos anos 1970, o pintor participava de uma feira na capital nor­te-americana, quando foi informado que “um tal Alfred Hitchcock” tinha comprado uma de suas peças. “Na épo­ca, com 16 anos, confesso que não sabia quem era. Até cor­ri no banco pra ver se o cheque tinha fundos”, relembra Fernando. “Hoje, sabendo quem é o grande mestre do suspense, teria até guardado o cheque (risos)”.

Informações: Folha de Pernambuco

 


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